1. Sábado
O sábado era visto como dia de festa para culto e consagração a Deus, após uma semana de trabalho.
Êx 23
1 Disse o SENHOR a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do SENHOR, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas.
3 Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas.
2. Páscoa - Pães Asmos
Esta festa foi estabelecida para lembrar i livramento do povo de Israel do Egito (Ex 10:12; 12:8,14). Era observada no décimo quarto dia do primeiro mês do ano. Durante sete dias eram comidos pães fermento e nenhum trabalho servil podia ser realizado. O primeiro e último dia da festa eram convocações santas e os sacrifícios eram oferecidos (Nm 28:16-25; Dt 16:1-8).
Êx 23
4 São estas as festas fixas do SENHOR, as santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado:
5 no mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do SENHOR.
6 E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Pães Asmos do SENHOR; sete dias comereis pães asmos.
7 No primeiro dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis;
8 mas sete dias oferecereis oferta queimada ao SENHOR; ao sétimo dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.
3. Primícias
Êx 23
9 Disse mais o SENHOR a Moisés:
10 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote;
11 este moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos;
12 no dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá. No dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR.
14 Não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta ao vosso Deus; é estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas.
1. Festas das Semanas – Festa da Colheita - Pentecostes
A Festa das Semanas também é chamada de “Festa da Colheita” e “Dia das Primícias” (Ex 23:16; 34:22; Nm 28:26). Posteriormente tornou-se conhecida como “Festa de Pentecostes” visto que era celebrada cinqüenta dias depois do sábado que começada com a páscoa. Era assinalada com santa convocação e por oferta de sacrifícios.
Êx 23
15 Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.
16 Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao SENHOR.
17 Das vossas moradas trareis dois pães para serem movidos; de duas dízimas de um efa de farinha serão; levedados se cozerão; são primícias ao SENHOR.
18 Com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao SENHOR, com a sua oferta de manjares e as suas libações, por oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR.
19 Também oferecereis um bode, para oferta pelo pecado, e dois cordeiros de um ano, por oferta pacífica.
20 Então, o sacerdote os moverá, com o pão das primícias, por oferta movida perante o SENHOR, com os dois cordeiros; santos serão ao SENHOR, para o uso do sacerdote.
21 No mesmo dia, se proclamará que tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as vossas moradas, pelas vossas gerações.
22 Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
23 Disse mais o SENHOR a Moisés:
24 Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação.
25 Nenhuma obra servil fareis, mas trareis oferta queimada ao SENHOR.
2. Tabernáculos
Durava sete dias sendo que o primeiro e último dia eram convocações santas. As frutas eram colhidas e o povo habitava em cabanas feitas de ramos e galhos de árvores (Lv 23:39-43; Nm 29:12-38)
Êx 23
33 Disse mais o SENHOR a Moisés:
34 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias.
35 Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.
36 Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.
37 São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio,
38 além dos sábados do SENHOR, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR.
39 Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do SENHOR, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá descanso solene.
40 No primeiro dia, tomareis para vós outros frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus.
41 Celebrareis esta como festa ao SENHOR, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis.
42 Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais de Israel habitarão em tendas,
43 para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
44 Assim, declarou Moisés as festas fixas do SENHOR aos filhos de Israel.
3. Dia da expiação (Lv 23:26-31)
Era observado no décimo dia do sétimo mês, e era de “convocação santa”, duranet a qual as almas se afligiam e uma expiação anual era efetuada pelo pecado de todo o povo. Era realizada apenas uma vez por ano (Ex 30:10).
Êx 23
26 Disse mais o SENHOR a Moisés:
27 Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao SENHOR.
28 Nesse mesmo dia, nenhuma obra fareis, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR, vosso Deus.
29 Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo.
30 Quem, nesse dia, fizer alguma obra, a esse eu destruirei do meio do seu povo.
31 Nenhuma obra fareis; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas moradas.
32 Sábado de descanso solene vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.
4. Purim
A Festa do Purim (nome que vem do termo babilônico pur, que significa sorte) descrita em Ester (capítulo 9), foi estabelecida por Mordecai no tempo de Assuero a fim de comemorar o notável livramento dos judeus das intrigas de Hamã, sendo dia de festividade e regozijo. Celebrada no 14° e 15° dias do 12° mês (Adar).
Et 9
1 No dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, quando chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus contavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, pois os judeus é que se assenhorearam dos que os odiavam;
2 porque os judeus, nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para dar cabo daqueles que lhes procuravam o mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o terror que inspiravam caiu sobre todos aqueles povos.
3 Todos os príncipes das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os oficiais do rei auxiliavam os judeus, porque tinha caído sobre eles o temor de Mordecai.
4 Porque Mordecai era grande na casa do rei, e a sua fama crescia por todas as províncias; pois ele se ia tornando mais e mais poderoso.
5 Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e destruição; e fizeram dos seus inimigos o que bem quiseram.
6 Na cidadela de Susã, os judeus mataram e destruíram a quinhentos homens,
7 como também a Parsandata, a Dalfom, a Aspata,
8 a Porata, a Adalia, a Aridata,
9 a Farmasta, a Arisai, a Aridai e a Vaizata,
10 que eram os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus; porém no despojo não tocaram.
11 No mesmo dia, foi comunicado ao rei o número dos mortos na cidadela de Susã.
12 Disse o rei à rainha Ester: Na cidadela de Susã, mataram e destruíram os judeus a quinhentos homens e os dez filhos de Hamã; nas mais províncias do rei, que terão eles feito? Qual é, pois, a tua petição? E se te dará. Ou que é que desejas ainda? E se cumprirá.
13 Então, disse Ester: Se bem parecer ao rei, conceda-se aos judeus que se acham em Susã que também façam, amanhã, segundo o edito de hoje e dependurem em forca os cadáveres dos dez filhos de Hamã.
14 Então, disse o rei que assim se fizesse; publicou-se o edito em Susã, e dependuraram os cadáveres dos dez filhos de Hamã.
15 Reuniram-se os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de adar, e mataram, em Susã, a trezentos homens; porém no despojo não tocaram.
16 Também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram, e se dispuseram para defender a vida, e tiveram sossego dos seus inimigos; e mataram a setenta e cinco mil dos que os odiavam; porém no despojo não tocaram.
17 Sucedeu isto no dia treze do mês de adar; no dia catorze, descansaram e o fizeram dia de banquetes e de alegria.
18 Os judeus, porém, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze e o fizeram dia de banquetes e de alegria.
19 Também os judeus das vilas que habitavam nas aldeias abertas fizeram do dia catorze do mês de adar dia de alegria e de banquetes e dia de festa e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros.
20 ¶ Mordecai escreveu estas coisas e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto e aos de longe,
21 ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos,
22 como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.
23 Assim, os judeus aceitaram como costume o que, naquele tempo, haviam feito pela primeira vez, segundo Mordecai lhes prescrevera;
24 porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus; e tinha lançado o Pur, isto é, sortes, para os assolar e destruir.
25 Mas, tendo Ester ido perante o rei, ordenou ele por cartas que o seu mau intento, que assentara contra os judeus, recaísse contra a própria cabeça dele, pelo que enforcaram a ele e a seus filhos.
26 Por isso, àqueles dias chamam Purim, do nome Pur. Daí, por causa de todas as palavras daquela carta, e do que testemunharam, e do que lhes havia sucedido,
27 determinaram os judeus e tomaram sobre si, sobre a sua descendência e sobre todos os que se chegassem a eles que não se deixaria de comemorar estes dois dias segundo o que se escrevera deles e segundo o seu tempo marcado, todos os anos;
28 e que estes dias seriam lembrados e comemorados geração após geração, por todas as famílias, em todas as províncias e em todas as cidades, e que estes dias de Purim jamais caducariam entre os judeus, e que a memória deles jamais se extinguiria entre os seus descendentes.
29 Então, a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mordecai escreveram, com toda a autoridade, segunda vez, para confirmar a carta de Purim.
30 Expediram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras amigáveis e sinceras,
31 para confirmar estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como o judeu Mordecai e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua descendência, acerca do jejum e do seu lamento.
32 E o mandado de Ester estabeleceu estas particularidades de Purim; e se escreveu no livro.
8. Festa da Dedicação
Era uma festa de origem extra-bíblica de celebração da recuperação e purificação do templo de Jerusalém por Judas Macabeu, em
| Festas Anuais de Israel (Lv 23:1-44) | ||||
| Festa | Texto | Dia | Mês do Ano Sagrado | Mês |
| Sábado | Ex 20:8-11; Ex 31:12-17; Lv 23:3; Dt 5:12-15 | Celebrado durante todo o ano, no sétimo dia da semana | ||
| Páscoa | Ex 12:1-14; Lv 23:5; Nm 9:1-14; Nm 28:16; Dt 16:1-7 | 14 | 1 - Abibe | Março-Abril |
| Pães Asmos | Ex 12:15-20; Ex 13:3-10; Lv 23:6-8; Nm 28:17-25; Dt 16:3,4,8 | 15 - 21 | 1 - Abibe | Março-Abril |
| Primícias | Lv 23:9-14; Nm 28:26 | 16 06 | 1 – Abibe 3 – Sivã | Março-Abril Maio - Junho |
| Semanas Colheita ou Pentecoste | Ex 23:16; Ex 34:22; Lv 23:15-21; Nm 28:26-31; Dt 16:9-12 | 06 (50 dias após a colheita da cevada) | 3 – Sivã | Maio - Junho |
| Trombetas Rosh Hashanah | Lv 23:23-25; Nm 29:1-6 | 1 | 7 - Tisri | Setembro - Outubro |
| Dia da Expiação Yom Kippur | Lv 16; Lv 23:26-32; Nm 29:7-11 | 10 | 7 - Tisri | Setembro - Outubro |
| Tabernáculos Cabanas ou Colheita | Ex 23:16; Ex 34:22; Lv 23:33-36,39-43; Nm 29:12-38; Dt 16:13-15 | 15 - 22 | 7 - Tisri | Setembro - Outubro |
| Outras Épocas Sagradas de Israel | ||||
| Ano Sabático | Ex 23:10,11; Lv 25:1-7 | Cada sétimo ano era designado como “ano de descanso”. A terra não deveria ser cultivada. | ||
| Ano do Jubileu | Lv 25:8-55; Lv 27:17-24; Ez 46:17 | O 50° ano, que vinha após sete anos sabáticos, era para proclamar liberdade àqueles que tinham tornado-se escravos por causa de dívida e para devolver as terras aos seus antigos donos. | ||
| Lua Nova | Nm 28:11-15; Sl 81:3 | O primeiro dia do mês hebreu, que tinha entre 20 e 30 dias, era um dia de descanso, sacrifícios especiais e toques de trombetas. | ||
